Prefeitura interdita prédio sob risco de desabar no Jardim Ana Estela

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Casas no entorno também foram isoladas. Moradores não sabem para onde ir. Gestão municipal afirmou que prestará auxílio às famílias

Um prédio no Jardim Ana Estela foi interditado na manhã de terça-feira, 5/11. Uma vistoria de técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano constatou que a construção, na rua Ribeirão do Sul, pode desabar a qualquer momento.

Com o problema, algumas casas que ficam no entorno também foram interditadas. Os moradores receberam uma notificação com a orientação de que devem sair de casa o mais rápido possível. Com o pedido da saída, também foi afirmado pela Defesa Civil que água e luz dos imóveis serão cortadas.

Uma das colunas do prédio está escorada com um pedaço de madeira/ Fotos: Reprodução página Carapicuíba Acorda

Uma vizinha, dos fundos do prédio, não sabe para onde ir. Ela mora na casa com dois filhos e ainda cuida de outras crianças do bairro. Ela contou ao Carapicuíba na Rede que a dona do prédio, que está gerando o problema, não quer sair e não aceita a demolição da construção. Porém, quem está sendo afetada é toda a vizinhança.

“O prédio está em péssimas condições, com rachaduras e colunas quebradas. O banheiro, da vizinha do lado, rachou por conta do prédio e isso está forçando a casa dela”, disse a vizinha dos fundos.

Outro morador, da casa ao lado do prédio, disse que a casa dele está com o piso do quarto e da sala cedendo. Ele também contou que uma das casas dos fundos está com as paredes trincadas. “Nos mandaram sair de imediato. Mas, não temos para onde ir”, disse ele.

Os comentários no bairro são de que o prédio tem mais de 25 anos, foi construído de forma precária e que a obra deveria ter sido embargada desde o início. Uma mulher, que há alguns anos foi ver local para alugar, relatou que o ambiente não tinha ventilação, era mofado e “parecia mais um porão”.

Em resposta ao CnR, a prefeitura afirmou que a vistoria no prédio foi solicitada por vizinhos e, ainda, informou que o laudo técnico da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano está sendo elaborado e deve sair nos próximos dias. A administração municipal ressaltou que ‘o edifício e as casas vizinhas foram imediatamente interditadas para evitar uma tragédia’.

Na quarta-feira, 6/11, a Secretaria de Habitação esteve no local para conversar com os donos das residências afetadas. A prefeitura disse que as famílias foram cadastradas e que “prestará todo auxílio possível aos moradores”. Um familiar de uma das moradoras contou ao CnR que também foi oferecido acolhimento em um albergue. Sobre a possibilidade de o prédio e as casas serem demolidas, a prefeitura não se manifestou.

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