Paraisópolis: trauma na medula foi a causa da morte de Mateus dos Santos

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Perícia dos corpos de outros dois jovens apontou asfixia

A causa da morte de três dos nove jovens que morreram durante uma operação da Polícia Militar no baile funk de Paraisópolis no domingo, 1/12, (leia) foi divulgada. O laudo do IML apontou asfixia e trauma na medula como ‘causas mortis’. A reportagem é do portal UOL.

Mateus dos Santos Costa, morador de Carapicuíba morto na confusão do baile funk de Paraisópolis/ Foto: Redes sociais

Entre os resultados que ficaram prontos está o do morador de Carapicuíba, Mateus dos Santos Costa, de 23 anos. O jovem, que morava sozinho na cidade e trabalhava vendendo produtos de limpeza, teve trauma raquimedular por agente contundente, ou seja, uma lesão na coluna vertebral causada por um objeto externo.

Os outros dois laudos foram de Gabriel Rogério de Moraes, de 20 anos, de Mogi das Cruzes, e de Luara Victoria Oliveira, de 18 anos, de Interlagos. Ambos morreram de asfixia mecânica por sufocação indireta.

O UOL ainda relatou que o IML não teria tirado fotos dos corpos durante a realização do exame necroscópico, o que foge do padrão. A fotografia auxilia no cruzamento de dados com a perícia feita no local. A denúncia foi feita pelo Conselho Estadual de Defesa dos Diretos da Pessoa Humana (Condepe) e pela Comissão de Diretos Humanos da OAB-SP. O plantão do IML Central de São Paulo, que atendeu quatro das nove vítimas, negou resposta aos dois órgãos.

Na segunda-feira, 2/12, o Ministério Publico, via Procuradoria-Geral da Justiça de São Paulo, nomeou uma promotora do júri para acompanhar as investigações do caso. Na mesma data, a Policia Militar anunciou que seis policiais envolvidos na ação foram afastados das ruas, e transferidos para funções administrativas. O governador João Dória afirmou, também na segunda-feira, que as investigações serão rígidas, mas que o plano de segurança e policiamento estadual para inibir o crime nos pancadões não mudará.

O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Militar, por meio de inquérito para apurar a conduta dos policiais, e pelo Departamento de Homicídio da Polícia Civil.

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