Família de Carapicuíba usada como escudo morre em tiroteio no Ceará

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Casal e filho de 13 anos viajaram para passar as festas de fim de ano com a família mas foram feitos reféns por bandidos

Doze pessoas morreram no local do tiroteio e outras duas em hospitais da região

Uma família de Carapicuíba está entre os 14 mortos na troca de tiros entre policiais e ladrões ocorrida na madrugada de sexta-feira, 7/12, na cidade de Milagres, no Ceará. Cícero Tenório dos Santos, de 60 anos, sua mulher, Claudineide Campos de Souza, de 58, e o filho do casal, Gustavo Tenório dos Santos, de 13, foram usados como escudo por um grupo de homens que tentava assaltar os caixas eletrônicos de duas agências bancárias da localidade.

A família viajou de avião para Juazeiro do Norte, no Ceará, e parentes os esperavam para levá-los a Serra Talhada, em Pernambuco, a 200 quilômetros dali, onde passariam as festas de fim de ano. Entre as duas cidades, um grupo de cerca de 30 criminosos bloqueou a rodovia com um caminhão e fez reféns os três carapicuibanos e dois parentes que foram buscá-los, além de três pessoas de outra família que faziam o mesmo trajeto.

Dali, os criminosos levaram os oito reféns até Milagres, onde pretendiam roubar as agências do Bradesco e do Banco do Brasil, que são vizinhas. Por volta das duas horas da madrugada, a Polícia Militar foi informada e, ao chegar ao local, foi recebida a tiros. Foram chamados reforços e após meia hora de tiroteio, 12 pessoas morreram: seis ladrões e seis reféns, entre os quais o casal e o filho de Carapicuíba e os dois parentes que foram buscá-los. Mais tarde, outras duas pessoas morreriam em hospitais da região.

O assalto não foi consumado. Três dos membros do bando foram presos e os demais conseguiram fugir.

Cícero era metalúrgico e trabalhava fazia cerca de 20 anos na empresa Air Safety, na Vila Pindorama, em Barueri. A família morava na Vila Silviania, em Carapicuíba. Ele era conhecido por ser simpático e bem humorado. Na noite de sexta, seus colegas de trabalho estavam em choque. O casal tem outra filha, Stefany, de 20 anos, que não viajou com os pais.

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