Motoristas de aplicativo fazem carreata após morte de colega

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Manifestação reúne cerca de 200 motoristas que seguiram até o Parque da Aldeia. Eles exigem mais segurança 

Motoristas começaram manifestação na avenida Pilar do Sul, na Cohab/Foto: Arquivo pessoal

Motoristas de aplicativos realizaram uma carreata na manhã desta terça-feira, 14/1, pelas principais vias da cidade. A manifestação que reuniu cerca de 200 veículos é feita após o motorista Gabriel Lourendo Ferreira, de 23 anos, ser morto na Vila Cretti após uma corrida no dia 5/1 (relembre). Eles exigem mais segurança na cidade.

A manifestação começou na avenida Pilar do Sul, na Cohab, em frente ao Assaí Atacadista por volta das 11 horas. Seguiu pela região do Centro, depois na avenida Inocêncio Seráfico e terminou no Parque da Aldeia.

Ao Carapicuíba na Rede, um dos motoristas que participou da manifestação informou que cerca de 200 colegas estiveram presentes. “90% dos motoristas são moradores de Carapicuíba”, afirma o profissional, que trabalha como motorista de aplicativo há três anos.

O protesto foi pacífico e contou com o apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e Secretaria de Transporte e Trânsito (SMTT).

Foto: Arquivo pessoal

Motorista morto 

Gabriel Lourendo Ferreira, de 23 anos, morador da cidade de Santo André, região do ABC de São Paulo, foi morto na Vila Cretti após fazer uma corrida de aplicativo. Dois bandidos teriam atirado pedras em seu veículo para que ele parasse para depois rendê-lo. Os assaltantes colocaram a vítima no banco de trás do carro e o agrediram. Ao tentar reagir ao assalto, Gabriel acabou baleado no tórax e no braço.

Segundo a polícia, o jovem foi localizado ferido por volta das 4 horas da manhã, caído no chão e longe do carro que dirigia como motorista de aplicativo. O veículo de Gabriel estava batido entre um caminhão e um muro na rua Ivany.

Após fazer a última corrida daquela jornada, às 2h37 da madrugada, Gabriel teria enviado um áudio em um grupo alertando outros colegas de trabalho sobre os riscos em Carapicuíba. No áudio, ele pedia que os colegas ficassem de olho, porque ele estava em Carapicuíba, em áreas consideradas de risco (leia mais).

Gabriel chegou a ser levado ao Hospital Geral, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi velado e sepultado no dia 6/1, no Cemitério do Curuçá, no bairro Parque das Nações, em Santo André.

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