“Aqui a vida segue normal”, diz carapicuibano que vive no Irã

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Roger Chiconeli Alves, de 32 anos, mora com a família há três anos no país e revela que nada mudou nos últimos dias 

Por Thiago Correia

Roger nasceu em Carapicuíba, morou na Cohab 2 na infância e atualmente vive em Qom, no Irã, com a esposa e uma filha/Foto: Arquivo pessoal

Após os Estados Unidos matarem no início do ano o general Qasem Soleimani, um dos homens mais poderosos e importantes do Irã, a tensão entre os dois países só aumenta. Na terça-feira, 7/1, o país do Oriente Médio lançou 22 mísseis contra bases no Iraque que abrigam forças norte-americanas e iraquianas como resposta. O presidente Donald Trump prometeu impor novas sanções econômicas.

Apesar disso, a vida dos iranianos não mudou, como revela o carapicuibano Roger Chiconeli Alves, de 32 anos, ao Carapicuíba na Rede. Ele mora no país há três anos com a esposa e um filho na cidade de Qom, a 156 km da capital Teerã. “Aqui a vida segue normal após o ato terrorista dos Estados Unidos contra o general Qasem Soleimani”, conta.

Formado em História, Roger dá aulas de História do Brasil e estuda Ciências Islâmicas/Foto: Arquivo pessoal

“O povo ficou muito triste pelo assassinato do general, de quem o povo gostava muito, e com muita raiva e com sentimento de buscar vingança do ato de terrorismo dos americanos”, explica Roger. “Foram três dias de luto, muito intensos, com ruas tomadas para se despedir do general. Eu, inclusive, fui quando o cortejo passou por minha cidade”, afirma.

Roger é formado em História e atualmente estuda Ciências Islâmicas no Irã. “Dou algumas aulas de história do Brasil”, revela. Ele nasceu em Carapicuíba, morou durante a infância na Cohab 2 e passou os últimos anos vivendo em Osasco, antes de se mudar para o país.

Ele explica que após os acontecimentos com o general e a resposta do governo iraniano ao ataque norte americano, o povo ainda não se sentiu vingado, porém nada mudou a rotina deles. “Após a resposta rápida do governo iraniano, o povo não se sentiu vingado, mas um pouco mais tranquilo”, pondera. “Nada me chamou atenção por aqui após o ocorrido. Tudo aqui sempre na pura normalidade”, conclui.

Sobre o que esperar daqui para frente com a crise entre Estados Unidos e Irã, Roger é enfático: “Minha expectativa vai ser a mesma de sempre, os EUA vão colocar sanções (como já falou que vai fazer) e segue na mesma”.

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