Alunos da Fatec Carapicuíba criam jogo que trata de violência contra a mulher

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“Reunimos referências de jogos que gostamos, e percebemos que esses jogos sempre tratavam de salvar uma princesa. Então pensamos: por que não salvar as princesas do mundo real também?”, conta uma das criadoras do Illis

Jogo tem como objetivo intervir em casos de violência contra mulher por realidade aumentada/Fotos: Divulgação

Dois alunos do curso tecnológico de Jogos Digitais na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Carapicuíba criaram um jogo para tratar a violência contra mulheres. Personagens de um livro saem da ficção para interagir com o mundo real por meio de um jogo que usa realidade aumentada. Objetivo é intervir em casos de violência contra mulher.

Criadores do jogo afirmam que ainda este ano o game estará disponibilizado gratuitamente para Android/Fotos: Divulgação

O projeto, criado pelos alunos Mário Henrique, de 22 anos, e Tayla Caroline, de 19 anos, surgiu no segundo semestre de 2019 como um trabalho de conclusão de semestre e foi batizado de Illis, que significa ‘por elas’ em latim.

A dupla precisava criar um jogo utilizando uma nova tecnologia e que fosse pouco usada na área de games. “Tivemos várias ideias e mostramos ao nosso professor de ferramentas para jogos digitais, que foi nos ajudando a filtra-las. Nosso lema na faculdade sempre foi criarmos projetos com assuntos que nos incomodam no mundo”, descreve Mário Henrique em entrevista ao Carapicuíba na Rede.

Mário Henrique tem 22 anos e é morador de São Paulo Capital/Fotos: Arquivo Pessoal

“Presenciei violência doméstica na minha família, contra alguém importante para mim, e consegui proteger essa pessoa. Então violência contra mulher sempre foi algo repugnante para mim”, continua Mário. “Então decidimos criar o jogo Illis em cima disso, utilizando uma abordagem lúdica, já que os homens agressores são tratos como monstros”, completa o jovem sobre o projeto.

Já Tayla Caroline, conta que o jogo é feito por uma realidade aumentada. “O jogador aponta o celular para algum objeto do mundo real e com isso é possível ver uma projeção digital na tela do celular”, explica ela. “No nosso caso, se trata de um livro que estamos desenvolvendo, como se fosse possível interagir com um holograma do livro, um personagem”, conta Tayla entusiasmada.

Tayla Caroline tem 19 anos e é moradora de Jandira/Fotos; Arquivo Pessoal

A jovem ainda relata que todos os dias os amigos viam nos jornais, notícias de casos de violência contra mulheres e feminicídios, o que os fez escolher o tema. “Reunimos referências de jogos que gostamos, e percebemos que esses jogos sempre tratavam de salvar uma princesa. Então pensamos: por que não salvar as princesas do mundo real também?”, descreve Tayla ao CnR.

No YouTube já está disponível um trailer do projeto Illis.  Os criadores afirmam que o jogo gratuito estará disponível ainda essa ano para Android, e o livro, poderá ser baixado também gratuitamente pela internet.

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