Carapicuíba e o caminho dos buracos

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O Carapicuíba na Rede fez um levantamento de crateras em vias da cidade, assim como avenidas remendadas e buracos abertos em ruas recém-asfaltadas

Por Caroline Rossetti

Ruas com buracos, remendadas, com asfalto novo que já foi cortado… essa é a Carapicuíba de 2019. A falta de recapeamento, ou o excesso de serviços que rasgam as vias da cidade, é mais um problema que afeta o município.

Andando por Carapicuíba, assim como em um giro pelas redes sociais, é fácil encontrar locais como os que servirão de exemplo nesta reportagem.

Buracos aos montes

Na avenida Marginal do CSU, na Cidade Ariston Estela Azevedo, em frente à Congregação Cristã, várias crateras tomam a pista no sentido do Ariston. As lacunas, abertas em razão  de obras no local, deixam à mostra a galeria de águas pluviais.

A prefeitura informou ao Carapicuíba na Rede que há dois meses está realizando a limpeza nas galerias da avenida, com o objetivo de fazer com que o curso das águas volte a fluir com normalidade. Segundo a administração municipal, até esta primeira quinzena de maio foram retirados mais de 100 caminhões de lixo, entulho e outros materiais descartados incorretamente ao longo da via.

No Ariston, buracos abertos no asfalto bloqueiam circulação na via, que tem grande fluxo de veículos/Foto: CnR

Na rua Itapecerica da Serra, na Vila Nossa Senhora Aparecida, os constantes serviços da Sabesp deixaram a via cheia de remendos. Com isso, dois leitores do CnR que moram no local e são deficientes visuais tem dificuldades de caminhar pela vizinhança. “Sempre que estou andando tenho que esbarrar em algum buraco. Acaba se tornando algo perigoso e tira a segurança”, contou o leitor.

Além disso, sempre que é realizado algum reparo na tubulação, o bairro tem o fornecimento de água cortado. Moradores contam que o caso mais grave ocorreu em fevereiro, em que um serviço no encanamento da Sabesp deixou as casas uma semana sem água, fazendo com que a empresa de saneamento tivesse que mandar um caminhão pipa para abastecer a região.

Na Vila Nossa Senhora Aparecida, Sabesp realizou serviço no dia 1/5. Enquanto o buraco não foi fechado, moradores improvisaram sinalização/Foto: Redes sociais

O perigo das crateras não afeta apenas os pedestres, mas também, os veículos, que têm que manobrar ao máximo e, mesmo assim, acabam caindo dentro delas.

Foi o caso de um caminhão na rua Venezuela, na Vila Helena. O acidente ocorreu no dia 7/5, quando o veículo caiu dentro da cratera aberta havia mais de 20 dias. Moradores relatam que a prefeitura foi acionada e a atitude que foi tomada foi colocar cavaletes em volta do buraco e pedir para os moradores não estacionarem próximo do local.

Na Vila Helena, caminhão caiu em buraco aberto por mais de 20 dias, mesmo com cavaletes e faixas de isolamento/Foto: Redes sociais

Na rua Novo Horizonte, no Jardim Ana Estela, a reclamação é de que as manutenções da companhia de água ocorreram no dia 9/5 logo após a rua ser recapeada, o que gerará o primeiro remendo no asfalto novo. Situação que também aconteceu no ano passado na avenida Sul Americana, na Vila Sul Americana, menos de um mês após o recape.

Sabesp realiza serviço em rua recém-asfaltada no Jardim Ana Estela/Foto: Redes sociais

A rua Liliane Regina, na Vila Creti, é o reflexo da cidade: cheia de buracos e remendos, que desnivelam a via.

Rua Liliane Regina, na Vila Creti/Foto: Redes sociais

Na avenida Rui Barbosa, no encontro com a avenida Comendador Dante Carraro, o fino asfalto deixa à mostra o antigo paralelepípedo. Moradores contam que, constantemente, a Secretaria de Obras faz remendos nas fendas que se abrem no local mas, em poucos dias, o fluxo de veículos faz com que o remendo desmanche e as pedras reapareçam.

Assim como veículos grandes, motocicletas tem que desviar das fendas que abrem no asfalto da Rui Barbosa/Foto: CnR 

A esperança nunca morre

Na quarta-feira, 8/5, o Governo do Estado anunciou o repasse de uma verba por volta de R$ 200 mil para Carapicuíba. O recurso será utilizado em serviços de pavimentação, recapeamento e outras obras de infraestrutura.

De acordo com a prefeitura ao CnR, por causa do processo burocrático, o dinheiro chegará, de fato, ao município, daqui a seis meses. Só então será decidido onde a verba será aplicada.

O último montante que a cidade havia recebido para obras do tipo foi de R$ 2,7 milhões, em junho do ano passado (relembre). No mesmo mês, a prefeitura divulgou o recapeamento de 70 ruas e avenidas (veja).

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