Alunos que depredaram sala e agrediram professora são suspensos

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De acordo com a Secretaria de Educação, sete estudantes identificados na ação podem ser transferidos de escola

Por: Caroline Rossetti

Foram suspensos sete alunos que participaram da agressão da professora de Língua Portuguesa da EE Maria de Lourdes Teixeira, na semana passada. Em resposta ao Carapicuíba na Rede, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirmou que os estudantes que participaram da ação foram identificados e podem ser transferidos de escola.

O caso foi noticiado pelo CnR na sexta-feira, 31/5, mesmo dia em que a denúncia chegou até o Sindicato dos Professores (Apeoesp) e viralizou nas redes sociais. O vídeo, registrado pelos próprios alunos da turma de 7º ano, mostra os estudantes desacatando a professora em sala de aula e destruindo carteiras (relembre).

Escola estadual fica na Estrada do Jacarandá, no Altos da Santa Lucia. Unidade tem 22 salas em cada um dos três períodos e apenas um inspetor, o que sobrecarrega a função para outros profissionais/Foto: Google Maps

Com a repercussão do fato durante o fim de semana, o governador João Dória se pronunciou em sua conta do Twitter na noite de domingo, 2/6. “Assisti agora no Fantástico [Rede Globo] alunos de Escola Pública Estadual em Carapicuíba tentando agredir uma professora e depredando uma sala de aula. Um absurdo! Vamos agir com rigor e punir esses vândalos. Escola é para aprender, não para agredir. Reafirmo nosso respeito aos educadores”, ponderou Dória.

Segundo a nota enviada ao CnR pela Secretaria de Educação, os sete alunos foram identificados e suspensos, seus responsáveis foram chamados e o Conselho Tutelar está acompanhando o caso. Ao jornal SPTV1 (Rede Globo), o secretário de educação, Rossieli Soares, afirmou que a suspensão é de três dias e que um dos jovens envolvido já foi transferido de escola outras vezes, por indisciplina.

A Secretaria de Educação ainda informou que o Conselho da Escola, formado por pais e professores, vai se reunir nesta segunda-feira, 3/6, para discutir o caso e decidir, até, se darão a transferência compulsória dos estudantes.

Parte dos alunos da turma de 7º ano atirou carteiras pela sala após discussão com professora/Foto: Redes sociais

Também nesta segunda, a Polícia Civil esteve na escola para conversar com funcionários e realizar uma perícia, verificando se houve dano ao patrimônio público. O Boletim de Ocorrência foi registrado na Delegacia da Mulher e no 1º DP de Carapicuíba, onde os envolvidos prestaram depoimento durante a tarde.

Atos comuns

No início do ano letivo, outro caso violento ocorreu na EE Maria de Lourdes Teixeira. Um vídeo circulou nas redes sociais, no último fim de semana, de duas alunas em luta corporal dentro da classe que uma professora tenta separar. Tudo foi gravado pelos colegas de turma.

Sobre o caso de quinta-feira, 30/5, está prevista para esta semana uma reunião entre a Apeoesp, o Conselho Tutelar e a Diretoria de Ensino de Carapicuíba para discutir medidas efetivas para frear atos de violência contra educadores. “O duro é saber que a violência contra o professor não acontece em apenas uma escola da rede estadual”, comentou o diretor da Apeoesp de Carapicuíba ao CnR, que afirmou ter recebido o relato de agressão de outra professora, em uma escola de Cotia.

Leitores do CnR reforçaram que o insulto a professores não é exclusivo da EE Maria de Lourdes Teixeira. Constantemente, professores da rede estadual passam por situações de agressão, física e verbal, causadas pelos alunos. Os aparatos que as escolas estaduais têm para lidar com tais atitudes são os professores mediadores, os manuais de apoio dos gestores e o livro de Registro de Ocorrência Escolar (ROE).

Questionada com relação a medidas que poderão ser tomadas para que casos como este não voltem a acontecer, a Secretaria de Educação disse que repudia todo e qualquer ato de violência dentro e fora do ambiente escolar. Ao final, a nota da pasta apenas afirmou que a rede estadual “conta com a capacitação de professores mediadores para o acompanhamento de atividades restaurativas e de promoção à cultura de paz no ambiente escolar”.

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